Ontem (13), uma audiência pública, realizada na Câmara Municipal de Olinda, discutiu a intensificação do uso de crack por crianças e adolescentes, nas ruas do município e a tênue associação desta situação à exploração sexual dos menores. Durante o evento, representantes dos comandos das polícias Civil e Militar, do Juizado da Infância, da gestão municipal e de entidades da sociedade civil chegaram a conclusão que só a união de vários atores responsáveis pela sociedade poderá mudar esse cenário.
“Existem vários órgãos trabalhando contra esses tipos de crime. Só que é complicado trabalhar sozinho. É necessário que os diversos atores que combatam tanto a exploração sexual como o tráfico de drogas unam-se em uma estratégia de enfretamento”, disse Gilson Braga, representante do Conselho Municipal de Direito da Criança e do Adolescente de Olinda, que relatou conhecer dez pontos de tráfico e exploração sexual de jovens na cidade.
O secretário executivo de Direitos Humanos e Políticas Sociais de Olinda, Élcio Guimarães, que esteve presente na audiência pública, ratificou a opinião de que um esforço conjunto é necessário para minimizar casos de crianças e adolescentes envolvidos com drogas e exploração sexual. “Nesse momento, o que falta é, justamente, um esforço em conjunto para que o trabalho que já estamos desenvolvendo tenha mais efetividade”, explicou o secretário adjunto, que garantiu que muito tem sido feito no município para combater esses crimes. “Hoje são repassados R$ 60 milhões para pessoas em situação de vulnerabilidade, além do que já é investido em programas sociais com recursos do município, que colaboraram para melhorar a condição de vida das pessoas e evitar que elas se envolvem com esses crimes”, afirmou.
Fonte: Folha de Pernambuco - 14.07.2009





2 comentários:
“Nesse momento, o que falta é, justamente, um esforço em conjunto para que o trabalho que já estamos desenvolvendo tenha mais efetividade”, explicou o secretário adjunto, que garantiu que muito tem sido feito no município para combater esses crimes. “Hoje são repassados R$ 60 milhões para pessoas em situação de vulnerabilidade, além do que já é investido em programas sociais com recursos do município, que colaboraram para melhorar a condição de vida das pessoas e evitar que elas se envolvem com esses crimes”, afirmou.
Meu questionamento é o seguinte: o que, de fato, está sendo feito? Onde estão sendo realizados esses "investimentos", estão sendo feitos nas áreas já conhecidas pelo poder público: Peixinhos, Caixa Dágua e Águas Compridas? Quem está fazendo? Saõ pessoas qualificadas, técnicos, ou "aventureiros" - preenchedores de cargos comissionados que não entendem de nada. Porquê se estão sendo investidos tanto dinheiro como afirma o Secretário, Élcio Guimarães, porquê o tráfico e o consumo não diminuem, pelo contrário. estão aumentando, e fomentando também a violência, já que segundo pesquisas realizadas em 2008 e publicadas no JC, caderno polícia, edição de 12/07/2008, aponta o crack como responsável por 96% dos casos de homicídios em Olinda.
Sendo Peixinhos o bairro responsável por 86% desses casos. E o que está sendo feito em Peixinhos?? Com a palavra o Sr. O secretário executivo de Direitos Humanos e Políticas Sociais de Olinda, Élcio Guimarães.
De toda sorte, já estava na hora de levarmos o assunto a sério, Olinda não é só cultura, carnaval e agora também forró. Mas é também o terceiro município com maior número de homicídios, em especial na faica etária juvenil: 15 a 29 anos. Ficando atrás apenas de Recife e Jaboatão.
Ratificando:
Anônimo, não.
Valter, olindense.
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